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Como fazer um mapa estratégico: 8 passos para criar um diagrama completo para a sua empresa

By 29 de março de 2019 No Comments
Como fazer um mapa estratégico

Você sabe qual é o caminho entre planejar e de fato executar estratégias em sua empresa? Talvez o segredo esteja em como fazer um mapa estratégico!

O mapa estratégico está relacionado ao Balanced Scorecard, uma metodologia eficaz para visualizar de forma objetiva e prática as questões estratégicas empresariais.

Além disso, a proposta de ambos os modelos é melhorar negócios, conquistar clientes e definir as principais perspectivas de crescimento da empresa. E mais do que isso, auxiliar na prática no alcance de grandes objetivos.

Ao acompanhar este conteúdo, você não ficará somente sabendo o que é um mapa estratégico e o BSC, como também todos os detalhes sobre suas 4 perspectivas, os 10 principais benefícios do mapa e um passo a passo completo com as 8 etapas de como fazer um mapa estratégico.

Vamos começar?

Antes disso, vala lembrar que essa metodologia foi criada por Norton e Kaplan, professores de Harvard, e divulgada neste livro: A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard

como fazer um mapa estratégico

Veja também em nosso blog: Você sabe o que é BSC? Confira a definição e as vantagens para os negócios

O que é um mapa estratégico?

O mapa estratégico é um resumo visual que consolida e descreve a estratégia de uma empresa. Inclui questões de planejamento estratégico para melhorar os negócios, conquistar mais clientes, melhorar as perspectivas financeiras, entre outros objetivos.

O modelo utilizado é um diagrama, separado geralmente com base em quatro perspectivas, que integram as principais informações dessa estratégia em uma única página. Isso é o que faz com que essa espécie de síntese do planejamento estratégico empresarial seja fácil de compreender, uma vez que é apresentada de maneira clara e objetiva.

Além disso, ainda podem ser desenhadas setas, que interligam os objetivos e exploram uma cadeia de causa e efeito dentro da empresa. Com isso, além de facilitar a comunicação, o mapa influencia no entendimento da estratégia por diferentes áreas de uma mesma empresa.

Veja este exemplo de mapa estratégico:

Balanced Scorecard (BSC)

Antes de aprender como fazer um mapa estratégico de fato, é importante conhecer alguns de seus detalhes e origem. Uma das curiosidades, por exemplo, é que o mapa só surgiu e começou a ser desenhado após o uso, já nos anos 90, do chamado Balanced Scorecard (BSC).

O BSC foi uma metodologia desenvolvida por docentes da Harvard Business School para melhor avaliar a performance empresarial, com base em indicadores mais assertivos para fazer essa análise. Segundo os criadores, não seria possível gerenciar aquilo que não se medisse, mas também não é possível medir aquilo que não se descreve.

Para chegar à execução de fato de uma estratégia, o mapa estratégico se inspira em quatro principais perspectivas do BSC:

  • Financeira;
  • De clientes;
  • Internas;
  • Aprendizado e crescimento.

Com base em objetivos e avaliações de cada uma dessas perspectivas, o mapa cria uma representação de planejamento e possibilita, assim, o gerenciamento da estratégia organizacional de maneira clara, rápida e assertiva.

Mapa estratégico: como elaborar de acordo com as 4 perspectivas

Conforme adiantamos, a metodologia BSC e o mapa estratégico dividem a visão do negócio em quatro principais perspectivas. Veja mais detalhes sobre cada uma delas abaixo, já que suas metas e avaliações servirão como apoio para aprender como fazer um mapa estratégico.

1) Financeira

A perspectiva financeira tem relação com as metas da empresa, como àquelas ligadas ao aumento de receita ou produtividade. Quanto se deseja ganhar no próximo ano? No curto ou médio prazo?

Vale destacar que a estratégia financeira costuma ser aquele objetivo principal da empresa, aquele que fica no topo de um mapa estratégico. Sendo assim, todas as outras estratégias servem para ajudar as equipes e a organização a chegarem lá.

Exemplos: aumentar a receita, reduzir custos, melhorar o valor para um investidor.

2) Do cliente

A perspectiva do cliente traz metas de como você quer ser visto pelo seu consumidor. Aqui costuma-se traçar estratégias de fidelização, por exemplo. Pode estar relacionada também a preços, tempos de atendimento, qualidade, funções. A ideia é melhorar a experiência do cliente.

Exemplos: ações que melhorem a experiência do cliente.

3) Interna

A perspectiva interna se relaciona a processos, tarefas e ações de diferentes equipes, que devem ser definidas com clareza. Esta estratégia é importante para que os objetivos anteriormente definidos sejam de fato alcançados sem grandes problemas. Pode estar relacionada à gestão de inovação, operacional, de clientes e principalmente de processos.

Exemplos: áreas para aprimorar, atividades para eliminar.

4) Aprendizado e crescimento

Aqui entra o fator relacionado ao desenvolvimento de pessoas e também tecnologias. Afinal, a perspectiva de aprendizado e crescimento diz respeito ao know how das equipes. Os destaques de indicadores costumam ir para treinamentos, cursos de aprimoramento e outras indicações e investimentos relevantes que entram como uma estratégia válida para a empresa alcançar seus objetivos.

Exemplos: implementar novas tecnologias, novos serviços, aumentar a disponibilidade de recursos. Motivar funcionários, aumentar a capacitação, processo constante de recrutamento e seleção, etc.

Diante destas perspectivas, a ideia é que o gestor possa ter uma visão mais ampla de seu negócio, da performance e do funcionamento da organização. O foco sempre estará no progresso e no desenvolvimento, aliados ao alcance de novas metas.

Confira este interessante resumo esquemático das perspectivas do BSC:

Como fazer um mapa estratégico

Fonte: SlidShare

10 benefícios do mapa estratégico

Por ser uma representação visual, o mapa empresarial acaba gerando grandes benefícios para inúmeros envolvidos em uma mesma empresa. Por exemplo:

  1. Destaca as responsabilidades de cada área para o alcance de objetivos;
  2. Comunica objetivos gerais e em comum da empresa a todos;
  3. Permite a fácil visualização do papel de cada colaborador na empresa;
  4. Mostra como ideias podem se conectar para levar a resultados;
  5. Ajuda na execução efetiva da estratégia;
  6. Facilita na tomada de decisões para a liderança;
  7. Pode indicar gargalos e redirecionar operações;
  8. Comunicação mais ágil e efetiva entre diferentes departamentos e até unidades;
  9. Não deixa de ser um indicativo de desempenho, uma vez que mostra se as estratégias estão ou não alinhadas com as tarefas das equipes;
  10. Estimula a participação de cada colaborador pelo reconhecimento de sua atividade.

Confira este infográfico que resume os benefícios de fazer um mapa estratégico para sua empresa:

Como fazer um mapa estratégico

Os benefícios você já conhece, mas e como fazer um mapa estratégico para aproveitá-los na sua estratégia?

Descubra agora!

E leia também: Exemplo de planejamento estratégico de uma empresa: Estratégico, tático e operacional

Passo a passo: como fazer um mapa estratégico em 8 etapas

Agora que você já sabe todas as informações sobre o assunto, fica mais fácil aprender como fazer um mapa estratégico.

Abaixo estão 8 etapas do mapa estratégico, como elaborar e dicas úteis para a sua empresa ter o seu!

1- Busque referências visuais

O seu mapa estratégico deve ser original, mas ver referências de mapas de outras grandes empresas pode ser o primeiro grande passo para que você possa entendê-lo na prática e, assim, desenvolver o seu.

Você saberá, por exemplo, que eles são divididos em faixas horizontais que representam as diferentes perspectivas para avaliar (financeira, de clientes, interna e aprendizado/crescimento). Você terá que fazer, para cada categoria, um brainstorm de maneiras para melhorar estes aspectos no seu negócio. As ideias depois serão colocadas dentro de “caixas ovais”, logo após as etapas abaixo.

2- Defina o principal objetivo da sua empresa

Será preciso reunir informações importantes sobre a empresa, até mesmo ligadas à cultura organizacional, como valores, missão e visão, para depois definir o principal objetivo da empresa. Afinal, o que você quer alcançar? Onde quer chegar?

Ter a meta e prazos claros são bases essenciais para um mapa bem definido. Se possível, também levante fatores de sucesso (como imagem, diferenciais, agilidade, qualidade da marca) e propostas de valor da empresa (como melhora no custo total ou liderança em produtos), que seria o posicionamento desejado.

3- Destaque as estratégias financeiras

A primeira das perspectivas geralmente é a que fica no topo do mapa estratégico.

Por isso você deverá levantar as estratégias financeiras, que podem ser desde o aumento de valor para um investidor e acionista até o uso de recursos. Tudo dependerá do objetivo, se quer aumentar a receita, a produtividade, se quer reduzir custos, etc.

4- Destaque as estratégias relacionadas aos clientes

Logo abaixo da linha financeira costuma ficar a de clientes, uma vez que são o público-alvo da organização. Definir as estratégias relacionadas aos clientes pode interligar desde preço, tempo, até qualidade de produto ou serviço.

Um exemplo seria a melhoria na experiência do consumidor. Também pode ser adquirir ou reter clientes, aumentar a receita ou reduzir o custo por cliente.

5- Destaque as estratégias internas

Essas sempre estarão conectadas aos outros objetivos e podem ser melhor desenhadas por líderes. Você pode definir a eliminação de atividades que não trazem tanto valor, ou que não desenvolvem mais as equipes e a empresa. Tudo o que está relacionado ao operacional, aos processos da empresa podem ser sugestões nesta etapa.

6- Destaque as estratégias de aprendizado e crescimento

A quarta e última linha de como fazer um mapa estratégico, mas geralmente onde tudo começa, é aquela que traz as estratégias de aprendizado e crescimento.

Fica até mais fácil de compreendê-las uma vez que se tem as anteriores definidas. Podem ser destacadas com base em capital humano, organizacional e/ou de informação.

7- Desenhe o mapa estratégico

Os mapas estratégicos podem ser feitos por meio de softwares, desenhos ou partindo de modelos prontos. Mas é claro que deverá ser personalizado de acordo com o posicionamento da empresa e suas próprias estratégias.

Com base em todas essas informações levantadas, você deverá completar os balões ovais com os principais objetivos da empresa. A etapa final será conectar um objetivo com o outro, conforme mostra o passo 8.

8- Coloque setas para conectar as perspectivas

Por fim, você deve completar seu mapa conectando as ideias e metas estabelecidas com setas que vão ilustrar as relações entre elas. O desenho mostrará que os objetivos específicos e operacionais influenciam diretamente no resultado macro, final, aquela estratégia que estará no topo.

Caso tenha objetivos que não se encaixem unicamente em uma perspectiva, ou que não tenham setas porque não afetam outros objetivos, não tem problema. O importante é que o seu mapa estratégico reflita em estratégias reais da empresa, sob todas as principais perspectivas.

A ideia principal é que todos vejam as interligações possíveis e seu papel na empresa, e notem que a execução de uma perspectiva pode favorecer a outra.

Aprendendo como fazer um mapa estratégico você garante que os indicadores, finalmente, se transformem em objetivos e, mais do que isso, em verdadeiros planos de ação.

Quer mais dicas de como fazer um mapa estratégico? Então, acompanhe este vídeo do SEBRAE:

Mapa estratégico, como elaborar? Agora você já sabe! Que tal compartilhar com sua equipe e colocar a mão na massa?

Saiba mais: Planejamento estratégico com Balanced Scorecard: entenda como definir objetivos e métricas

A Setting é uma empresa de consultoria com foco em trazer resultados para seu negócio. Para isso, valorizas as pessoas, a excelência e a ética e toma decisões sempre baseada em fatos.

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Vera Maria Stuart Secaf

Author Vera Maria Stuart Secaf

Sócia e Consultora sênior da Setting Consultoria e Gestão Empresarial, atua há mais de 20 anos na gestão em organizações de diversos portes e setores. Membro do Núcleo Técnico de Estudos de Sustentabilidade da FNQ em 2015, ministrou aulas nos cursos de pós graduação da FUPAM, FEA/USP, FGV in Company e ANBIMA. Administradora de empresas com MBA na Fundação Dom Cabral e Kellogg.

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