Riscos e Compliance

Conheça 5 ferramentas de gerenciamento de riscos e toque sua empresa com mais segurança

By 20 de setembro de 2018 No Comments
Ferramentas de gerenciamento de riscos

Não há negócio que não apresente algum risco. Na verdade, existe uma relação direta, em muitos casos, entre risco e rentabilidade.

Mas alguns riscos do negócio não têm relação com a expectativa de retorno. São circunstâncias inerentes à operação e, por isso, há formas de prevê-los, prevenir-se e evitá-los.

Essa situação se torna ainda mais aguda no contexto atual, com os mercados cada vez mais dinâmicos, globalizados e sujeitos às crises econômicas internas e externas. Esse cenário aumenta a competitividade entre as empresas, diminuindo a margem para erros e obrigando as empresas a usarem diferentes tipos de estratégias empresariais.

Por isso, os gestores devem estar cada vez mais atentos aos riscos do negócio, evitando que a empresa desperdice seus recursos e tenha prejuízos que prejudiquem seus resultados.

Nesse contexto, é fundamental a utilização de ferramentas de gerenciamento de riscos que auxiliem a identificar, analisar e gerir os riscos de maneira eficiente.

Apesar de sua importância, ainda existem empresários que desconhecem a aplicação e os resultados obtidos com as ferramentas de gestão de riscos que ajudam as empresas a melhorarem sua gestão, tornando-as mais eficientes e rentáveis.

Veja também: Gestão de riscos corporativos: uma necessidade estratégica

O que são ferramentas de gerenciamento de riscos e qual sua importância?

Ferramentas de gestão de riscos são metodologias e técnicas utilizadas para avaliar os riscos existentes em projetos ou nos processos internos das empresas.

Através da sua aplicação, os gestores obtêm subsídios para embasar a tomada de decisões e adotar medidas para evitar potenciais problemas, reduzindo seu impacto sobre a produção, colaboradores e equipamentos, entre outros.

Devido a sua importância, a gestão de riscos foi incluída, inclusive, na revisão da norma ABNT ISO 9001 de 2015. Ela passou a estabelecer uma abordagem sistemática ao risco, chamada de mentalidade do risco, com o objetivo de fazer a organização se tornar proativa e não apenas reativa aos problemas.

A gestão de riscos permite a inclusão da prevenção e da filosofia de melhoria contínua no ambiente organizacional.

Saiba mais: O que é consultoria em gestão de riscos

5 ferramentas de gerenciamento de riscos

Existem diversas ferramentas básicas de gerenciamento de riscos. A lista mostrada aqui trata das principais metodologias que podem ser aplicadas de acordo com as necessidades dos gestores.

1- FMEA

O FMEA (Failure Mode and Effective Analysis) é uma ferramenta de gerenciamento de riscos usada para identificar os riscos, suas causas e propor as soluções mais adequadas para corrigir as falhas.

É uma ferramenta versátil, que pode ser usada para avaliar problemas na produção de produtos ou em processos, sendo chamada, nestes casos de PFMEA (Process FMEA).

Trabalha com três indicadores numéricos:

  • Severidade: este indicador mostra quanto o problema compromete a utilização do produto e a integridade das pessoas envolvidas na sua produção ou manuseio;
  • Ocorrência: indicador que mede a frequência em que o problema ou a falha podem ocorrer;
  • Detecção: mostra o grau de dificuldade em que o problema pode ser percebido;

Estes indicadores recebem pontuações e são utilizados para calcular um quarto índice, chamado RPN (Número de Prioridade de Risco), que indica o grau de urgência em solucionar as falhas.

Esta é uma das principais características desta ferramenta de gestão de riscos, a priorização das falhas a serem resolvidas.

Confira este esquema que ilustra como empregar essa ferramenta de gestão de riscos:

Ferramentas de gerenciamento de riscos2- APR

Esta é outra das ferramentas básicas de gerenciamento de riscos. É chamada de Análise Preliminar de Riscos (APR) por ser uma técnica aplicada nas fases iniciais de implementação de novos projetos ou no desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Tem como objetivo principal evitar ocorrências que possam prejudicar a sua execução.

Sua aplicação consiste no preenchimento de uma tabela em que são listadas todas as atividades envolvidas nos processos a serem analisados, listando todos os possíveis riscos relacionados a cada atividade.

Após a identificação dos riscos, deve-se correlacioná-los com suas possíveis causas e consequências, estipulando as medidas necessárias de prevenção, correção ou controle destes riscos.

3- What if

É uma ferramenta de gerenciamento de riscos muito simples de ser aplicada. Basicamente, consiste em imaginar todas as possíveis situações de risco que podem ocorrer e o que poderia causar cada uma destas situações.

No entanto, para esta metodologia ser eficiente, é preciso contar com uma equipe que tenha profundo conhecimento do fluxo de processos e subprocessos envolvidos, bem como das entradas e saídas.

Assim, são realizadas reuniões com os colaboradores para levantar o máximo possível de informações sobre a realização do projeto. Essas informações, em conjunto com a experiência da equipe, serão utilizadas para a formulação de diversos questionamentos hipotéticos, baseados na pergunta “E se?”, que é a tradução do nome da ferramenta, “what if”.

O objetivo dos questionamentos é imaginar todos os cenários de problemas que podem ocorrer ao longo do projeto e as possíveis soluções para cada situação.

A aplicação da ferramenta se concentra na implantação de medidas preventivas, sem, necessariamente, identificar as causas dos problemas.

4- PMBOK

O Project Management Body of Knowledge (PMBOK) não se trata, especificamente, de uma ferramenta de gerenciamento de riscos. Na verdade, ele descreve ferramentas, técnicas e as melhores práticas a serem adotadas no gerenciamento de projetos.

Neste contexto, o guia PMBOK também indica o que fazer para tratar dos riscos inerentes a um projeto. Segundo ele, o gerenciamento de riscos é essencial para o sucesso do projeto, permitindo identificar potenciais problemas, preparando-se para solucioná-los.

A análise dos riscos é realizada de duas formas, qualitativa e quantitativa.

A análise qualitativa tem como objetivo a priorização dos riscos com maior probabilidade de impactar nos resultados do projeto.

Os riscos com menor impacto são registrados para observação e monitoramento futuro.

5- Os 5 porquês

Essa ferramenta de gerenciamento de riscos tem como objetivo identificar as causas primárias dos problemas, removendo as respostas mais imediatas e superficiais.

Sua aplicação é muito simples, consistindo, basicamente, em perguntar, sucessivamente, os porquês do problema, utilizando as respostas para formular a pergunta seguinte.

Apesar do padrão de 5 perguntas, definido pelo criador do método, Taiichi Ono, pai do Sistema de Produção Toyota, nada impede que sejam utilizadas mais ou menos perguntas para se chegar à causa raiz do problema.

Contratar uma consultoria de gerenciamento de riscos

Apesar de existirem diversas ferramentas de gerenciamento de riscos, nem sempre a empresa possui profissionais com o conhecimento e a experiência necessários para sua aplicação.

Por outro lado, a contratação de um ou mais profissionais com o perfil desejado implica em custos e tempo de adaptação para que os resultados sejam alcançados.

Nesses casos, a solução pode ser contratar uma consultoria em gestão de riscos. Existem diversas vantagens nesse caminho, como, por exemplo, contar com profissionais altamente capacitados e especializados nessa tarefa.

Outro aspecto importante é obter uma avaliação mais precisa, já que consultores possuem a experiência adquirida na solução de problemas em diversas organizações.

Com isso, aumentam as chances desses profissionais já terem resolvido os problemas que sua empresa enfrenta, trazendo perspectivas que sua equipe sozinha não conseguiria solucionar.

Veja mais: Como gestão de riscos e compliance podem tornar sua empresa mais sólida

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