Riscos e Compliance

6 principais erros que você deve evitar cometer ao definir o apetite ao risco na sua empresa

By 17 de novembro de 2020 No Comments
apetite de risco

Compartilhe isso!

O quanto sua empresa está disposta a arriscar para atingir seus objetivos?

Uma empresa que deseja ser bem sucedida e se destacar no mercado precisa ter objetivos bem estabelecidos e ser capaz de tomar decisões mais assertivas.

Mas a questão é: o quanto você está disposto a arriscar para alcançar seus objetivos de negócio e potencializar seus resultados?

A essa disposição dá-se o nome de apetite ao risco. Neste artigo, vamos explicar o que é, qual a importância e que cuidados você deve tomar ao definir a estrutura de apetite a riscos da sua empresa.

Continue a leitura e saiba quais erros é preciso evitar para que se possa assumir riscos de maneira mais responsável.

  1. Não calcular as chances reais dos riscos de concretizarem;
  2. Ser modesto demais e pouco faminto;
  3. Não estabelecer um teto de tolerância aos riscos;
  4. Ter um apetite a riscos desalinhado aos objetivos estratégicos da empresa;
  5. Não contar com uma estratégia para enfrentamento dos danos;
  6. Não revisar os riscos periodicamente.

Leia também: Estrutura de apetite a riscos: o que é, por que definir e 5 dicas para estabelecer essa estrutura na sua empresa

O que é apetite ao risco?

Conforme já mencionamos na introdução deste conteúdo, o apetite ao risco trata do quão disposta a empresa está para buscar, manter e assumir determinados riscos na intenção de alcançar certos objetivos de negócio.

Ou seja, esse tipo de apetite se refere à disposição da empresa para lidar com os riscos de suas decisões caso eles se concretizem.

Contar com uma sólida estrutura de apetite ao risco é importante para que a empresa tenha uma noção mais clara sobre o território em que ela está pisando e sobre onde as minas estão localizadas.

Dessa forma, os passos dados em direção aos seus objetivos são direcionados de forma mais assertiva.

Empresas que possuem um boa estrutura de apetite a riscos tendem a se tornar menos vulneráveis e a mais competitivas no mercado.

Entenda melhor esse conceito: Você sabe o que é Gestão de Riscos?

Estrutura de apetite a riscos: 6 erros que você precisa evitar ao definir na sua empresa

Cada empresa possui suas próprias especificidades. Logo, a definição do apetite ao risco varia de empresa para empresa.

No entanto, existem alguns erros que todo modelo de negócio deve evitar ao estabelecer sua estrutura de apetite a riscos.

Veja também: Passo a passo: as 7 etapas para uma eficiente gestão de riscos em projetos

1 – Não calcular as chances reais dos riscos de concretizarem

O primeiro erro que a sua empresa precisa evitar é o de não calcular a probabilidade dos riscos que envolvem seus projetos se concretizarem.

Negligenciar o cálculo das chances reais que os riscos apresentam de se tornarem realidade pode te induzir a assumi-los sem estar verdadeiramente preparado para enfrentar as consequências.

Leia mais: 5 etapas do gerenciamento de risco: evite ameaças para sua empresa

2 – Ser modesto demais e pouco faminto

É fato que a definição do apetite ao risco deve ser feita com cautela. No entanto, se você for modesto demais nessa tarefa, a sua empresa se torna menos competitiva e acaba perdendo força no mercado.

Portanto, seja mais ambicioso ao definir o seu apetite. Assuma riscos calculados e evite se retrair demais.

Veja mais: Como fazer gestão de risco do negócio: um guia definitivo para exercer controle estratégico sobre os riscos da sua empresa

3 – Não estabelecer um teto de tolerância aos riscos

Ok. Na dica anterior a recomendação foi ser ambicioso e faminto ao definir seu apetite ao risco. Mas vá com calma.

É importante também estabelecer um limite de risco que a sua empresa suporta. Dessa forma, evita-se que o negócio seja prejudicado por consequências que a empresa não está devidamente preparada para assumir.

4 – Ter um apetite a riscos desalinhado aos objetivos estratégicos da empresa

É de extrema importância que a sua estrutura de apetite a riscos esteja em perfeito alinhamento com os objetivos estratégicos da sua empresa.

Caso isso não aconteça, a sua empresa pode acabar assumindo riscos que pouco vão contribuir para que ela alcance os resultados que realmente importam.

Vale conferir: Como gestão de riscos e compliance podem tornar sua empresa mais sólida

O mapa estratégico usado na metodologia Balanced Scorecard pode ajudar você a alinhar riscos com estratégia. Veja outros benefícios de criar um mapa estratégico para BSC:

Como fazer um mapa estratégico

Descubra como criar o seu neste post: Balanced Scorecard: como fazer um mapa estratégico BSC em 4 passos

5 – Não contar com uma estratégia para enfrentamento dos danos

Outro erro que deve ser evitado é não contar com um plano de ação estratégico para lidar com as consequências dos riscos assumidos caso eles venham a se concretizar.

É fundamental que a sua empresa esteja preparada para gerenciar o impacto das ameaças.

6 – Não revisar os riscos periodicamente

Por fim, encerrando nossa lista de erros a serem evitados ao definir a estrutura de apetite a riscos, você não pode deixar de revisar periodicamente os riscos que você decidiu assumir.

Isso porque, no decorrer do tempo, eles podem se tornar mais ou menos prováveis de acontecerem.

Confira em nosso blog: Gestão de riscos corporativos: uma necessidade estratégica

Bom, esses são os 6 principais erros que você deve evitar ao definir o apetite ao risco do seu modelo de negócio.

Fuja desses equívocos e leve a sua empresa a resultados mais satisfatórios.

Veja a importância da gestão de risco nesta entrevista exclusiva da Setting com Carlos Borges, presidente da Tarjab:

A Setting é uma empresa de consultoria que usa uma metodologia sistêmica, tomando decisões baseadas em fatos e, assim, entrega valor e resultados para o seu negócio.

Dentre diversas de suas especialidades, encontra-se a gestão de riscos e compliance. Baixe este e-book gratuito e veja como uma consultoria como a Setting pode ajudar sua empresa: O que esperar de uma consultoria em gestão e como escolher o parceiro certo

Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

More posts by Jorge Secaf Neto

Comentários no Facebook