Liderança

Sucessão de empresas: o que é e como conduzir esse processo com 4 dicas essenciais

By 28 de novembro de 2019 No Comments
Sucessão de empresas

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De acordo com um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 9 em cada 10 empresas brasileiras são familiares. Juntas, elas representam aproximadamente 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e 75% da força de trabalho.

No entanto, pouco mais de 30% dessas empresas conseguem sobreviver à primeira sucessão. E mais: somente 5% chegam à terceira geração.

Independente do porte da empresa ou do setor econômico em que ela atua, os principais motivos apontados pela pesquisa para justificar esses resultados são:

  • falta de capacitação daqueles que estão na linha sucessória;
  • poder de decisão centralizado na figura do fundador;
  • ausência de diretrizes claramente definida para alcançar os objetivos de curto, médio e longo prazo;
  • desavenças entre os que estão na linha de sucessão.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para que você entender melhor o que é sucessão de empresas e quais dicas você pode seguir para que processo ocorra da melhor maneira possível.

Leia também: Vantagens e desafios ao implantar a governança corporativa na empresa familiar

O que é sucessão de empresas?

Podemos definir o que é sucessão de empresas como um processo no qual é feita a troca de liderança em uma organização. Na sucessão empresarial, é transferido o poder e o capital do atual dirigente da empresa para o futuro dirigente. No linguajar popular, é a famosa troca bastão.

O sucessor é quem vai substituir o atual líder da empresa. Esse substituto pode ter ou não vínculo familiar. Mas, neste artigo, vamos focar no caso de empresa de familiares, nas quais o poder é passado de geração em geração.

A sucessão é um processo pelo qual toda empresa que atua há muito tempo no mercado já passou ou vai passar.

Assim que assume a liderança organizacional, o sucessor passa a ser o novo responsável pelas dívidas, contratos e créditos do negócio. Isso está previsto em lei e é formalizado via contrato de sucessão empresarial.

Confira este post de nosso blog em que o especialista Vinicius Campanile fala sobre sucessão e planejamento patrimonial: Setting Entrevista – Vinicius Campanile

Dívidas

O artigo 1.146 da lei 10.406/2002 prevê que as dívidas já contabilizadas passam a ser de responsabilidade do sucessor. Já o que está saindo da liderança, também chamado de alienante, se torna devedor solidário. Isso significa que as dívidas podem ser cobradas tanto do líder anterior quanto do sucessor.

Contratos

No artigo 1.148 da mesma lei, fica estabelecido que somente os contratos que não são pessoais (pessoa física) é que devem ser mantidos na sucessão empresarial.

Créditos

Já o artigo 1.149 da lei já citada prevê que os créditos fornecidos pela empresa passam a pertencer ao adquirente. A dívida poderá ser quitada junto ao sucessor ou ao alienante.

4 dicas para o processo de sucessão empresarial

Agora que você já sabe o que é sucessão de empresas, veja a seguir 4 dicas de como conduzir esse processo de maneira eficiente.

1 – Identifique os interessados em assumir a liderança

É muito importante saber quem são as pessoas que, de fato, estão interessadas em assumir a liderança da organização. Isso porque colocar no poder uma pessoa que não tem interesse em comandar a empresa pode prejudicar os resultados da empresa.

2 – Avalie as competências dos possíveis sucessores

Avaliar as competências técnicas e comportamentais daqueles que querem estar na linha de sucessão da liderança empresarial é fundamental para que esse processo dê certo.

Essa avaliação serve para que os candidatos possam ir se preparando, por meio de cursos e experiências profissionais, para quando chegar a hora de assumir.

A gestão por competências pode ser uma grande aliada das empresas sempre, não somente no momento da sucessão.

Saiba mais sobre ela:

Sucessão de empresas

3 – Faça a sucessão gradativa

Pode ser bastante benéfico para a nova gestão se o atual líder for saindo da liderança aos poucos e dando lugar ao seu sucessor. Dessa forma, o alienante pode ir orientando o sucessor, dando conselhos, esclarecendo dúvidas, etc. Assim, o processo de dá de maneira menos brusca.

4 – Procure uma consultoria externa

A ajuda de um consultor externo pode ajudar bastante neste processo de troca de liderança. A visão de alguém de fora, em posição neutra, favorece a criação de consensos, evita situações conflituosas e a transição é feita com mais harmonia. Além disso, esse profissional te ajudará também a redigir o contrato de sucessão empresarial.

Veja mais sobre como funciona uma consultoria externa neste infográfico:

Sucessão de empresasFicou claro o que é sucessão de empresas? Lembre-se de que esse é um processo muito importante para empresas que querem ter uma vida longa.

Saiba mais: O que faz e quanto custa uma consultoria empresarial?

A Setting é uma consultoria com foco e resultados, que emprega uma visão sistémica, visando a excelência e a satisfação do cliente, ao oferecer serviços com o estes:

  • Análise de estrutura organizacional;
  • Idealização do modelo de gestão;
  • Mapeamento e modelagem de processos;
  • Gestão de riscos;
  • Implementação de compliance e governança;
  • Formulação de estratégias.

Entre outros.

Por isso, pode contar com a Setting na hora de fazer o gerenciamento da sucessão em sua empresa.

O processo de sucessão nas empresas pode gerar conflitos, por isso, esteja preparado, baixe nosso e-book gratuito: 8 dicas de como gerenciar conflitos

Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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