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Tudo sobre meritocracia nas empresas e 6 dicas para implantar

By 14 de maio de 2019 No Comments
meritocracia nas empresas

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Inúmeras pesquisas apontam que a falta de reconhecimento está entre as principais causas de desmotivação no ambiente de trabalho. O assunto de hoje se opõe exatamente à esta sensação, já que a meritocracia nas empresas é uma forma clara de recompensar os profissionais pelos seus esforços na companhia.

Vamos sair do ambiente empresarial por um momento para entender melhor o tema?

Imagine uma competição de atletismo, onde diversos atletas precisam passar pelos mesmos obstáculos para chegar à linha final. Partiram do mesmo ponto, ao mesmo tempo e, podemos considerar, com o mesmo treinamento adquirido. O que fará, então, com que eles cheguem em primeiro lugar?

O seu próprio esforço, dedicação e sua capacidade.

A meritocracia é assim. Tende a valorizar aqueles que alcançam o melhor desempenho e os melhores resultados. Com base na analogia da corrida, a “medalha” por alcançar os primeiros lugares, no ambiente de trabalho, seria como seu desenvolvimento profissional, uma premiação, um cargo superior, entre outros possíveis benefícios a alcançar.

Nem sempre os gestores sabem como implantar meritocracia nas empresas, mas a realidade é que muitos admiram este modelo de gestão. As vantagens são inúmeras, como a valorização e desenvolvimento de colaboradores, assim como aumento na motivação, melhores taxas de produtividade, remuneração justa e, consequentemente, melhores resultados para a empresa.

Antes de partir para a ação, claro, é importante esclarecer o que é meritocracia, os tipos de meritocracia e, por fim, como implantar meritocracia nas empresas!

Leia também: Exemplos de indicadores de produtividade: confira 8 e ponha sua empresa em ritmo acelerado

O que é meritocracia no trabalho?

A palavra meritocracia vem do latim “meritum”, que significa mérito, e “cracía”, que significa poder. Unindo os dois termos e traduzindo-os para o ambiente de trabalho, seria como dizer que o mérito do profissional é o que o fará alcançar poder (poder = crescimento/boa colocação na carreira).

O modelo de meritocracia visa identificar os melhores colaboradores e recompensá-los pelo bom trabalho realizado. As premiações e vantagens são distribuídas de acordo com o desempenho individual de cada um.

Pense em quantas vezes você já ouviu um profissional reclamar que trabalha muito para ganhar pouco? Que se esforça mais do que o colega e tem o mesmo salário (ou até mesmo inferior)? Que se sente desmotivado para propor coisas novas para a empresa, porque nunca é reconhecido?

Aqueles que sabem como implantar meritocracia nas empresas evitam exatamente este tipo de problema. Eles oferecem as mesmas possibilidades a todos os colaboradores e os motivam para que alcancem novas metas, para que tragam ideias novas e, conforme os trabalhos vão se destacando, os profissionais também vão sendo reconhecidos.

A ideia é que os colaboradores mais esforçados, dedicados e responsáveis pelos melhores resultados para a empresa sejam verdadeiramente recompensados.

Confira esta frase inspiradora de Içami Tiba, que ilustra os efeitos da meritocracia também na educação:

meritocracia nas empresas

Quais empresas adotam a meritocracia e por quê?

O modelo de meritocracia nas empresas costuma ser valorizado por muitos porque soa como justo. Afinal, quem trabalha mais ganha, de alguma forma, mais.

Geralmente, as empresas que adotam uma abordagem meritocrática são aquelas que buscam como engajar mais seus funcionários e incentivar a liderança. Para os gestores, o modelo ajuda a identificar e reter os talentos. Enquanto isso, para os colaboradores, auxilia na motivação e na produtividade.

Ao contrário da negatividade presente em empresas que não têm nenhum método de reconhecimento de seus profissionais e que acabam diferenciando as pessoas de acordo com sua idade, currículo ou formação, por exemplo, a meritocracia nas empresas mantém um ambiente mais saudável e justo no ambiente de trabalho, com foco na evolução.

Mesmo que possa parecer com uma competição, é algo que todos podem alcançar. Um passa a enxergar a conquista do outro como uma possibilidade real de também crescer. O ambiente de trabalho passa a ser mais positivo, voltado aos resultados e às conquistas de todos.

Confira estes dados de pesquisa sobre políticas de RH no Brasil. Note que a meritocracia é bastante valorizada:

como implantar meritocracia nas empresas

Fonte: SlideShare

Quais os tipos de meritocracia?

Não existe um modelo único. Pelo contrário, existem algumas formas diferentes de desenvolver a meritocracia nas empresas e você deve compreender a que melhor se encaixa para a sua equipe.

Alguns entre os mais populares tipos de meritocracia são:

Planos de cargos

Os planos de cargos envolvem a promoção dos colaboradores. Quando se utiliza deles para aplicar a meritocracia, quer dizer que você estará disposto a promover o profissional se ele apresentar um bom desempenho, e não necessariamente pelo tempo de casa ou por outros fatores. Mas, o que seria um bom desempenho?

Esta questão deve estar muito bem alinhada entre os gestores. É necessário analisar os cargos disponíveis dentro da empresa, além de como funciona a hierarquia e quais competências ou metas o colaborador precisa desenvolver ou alcançar para receber esse tipo de reconhecimento.

Saiba mais: Colaboradores motivados: montando uma política de cargos e salários

Aumento de salário

Fazer um planejamento com possíveis aumentos de salário de acordo com o desenvolvimento do profissional é mais uma maneira de reconhecer os talentos. Deve ocorrer principalmente quando as promoções não são possíveis, seja porque envolve uma equipe pequena, para diminuir a rotatividade ou por outros motivos.

Os planos de salário estimulam ainda mais o colaborador, uma vez que ele sabe que pode ter seu salário aumentado, mesmo sem precisar aumentar sua função. O foco é sempre na qualidade do trabalho.

Veja mais: Critérios para promoção de funcionários: reconhecimento

Remuneração variável ou PLR

Uma remuneração variável é mais um tipo de meritocracia, uma vez que é oferecida de acordo com a produtividade. Quem trabalha com metas ou com vendas e ganha comissões, por exemplo, costuma ter uma remuneração variável. Ou seja, além do seu salário fixo, quanto mais resultados trouxer para a empresa, mais ganhará em troca na questão financeira.

A participação nos lucros e resultados (PLR) é mais uma forma de beneficiar os trabalhadores que se empenham em cumprir suas tarefas. Nem sempre o dinheiro é o que determina a motivação de um colaborador, mas estes e outros bônus podem, sim, fazer a diferença.

Premiações

Se a sua empresa realmente tem uma cultura voltada à meritocracia, não quer dizer que a todo o momento terá que aumentar o salário ou o cargo do funcionário. Essa cultura deve estar presente em atividades do cotidiano ou em eventos que valorizem os esforços.

Você pode premiá-los de alguma outra forma conforme suas metas sejam alcançadas. Fazer um destaque do funcionário do mês com brindes, oferecer um day off ou uma viagem com tudo pago, quem não gostaria? As recompensas não precisam ser óbvias.

Faça questão de criar algo novo e pensar em como pode beneficiar seus colaboradores e motivá-los a continuarem desempenhando um excelente trabalho.

Veja mais sobre a meritocracia nas empresas assistindo a este vídeo da HSM com a professora Lívia Barbosa:

Como implantar meritocracia nas empresas?

1- Estabeleça com clareza os critérios de mérito

O que é mérito para uma empresa não necessariamente será para outra. O primeiro passo de como implantar meritocracia nas empresas, então, é definir claramente os critérios para que a meritocracia de fato aconteça. Quais objetivos devem ser alcançados?

Tente evitar ao máximo qualquer falha na comunicação. Explique exatamente o que você espera do profissional e detalhe suas metas e o que ele pode alcançar.

Além disso, seja honesto em relação aos métodos de avaliação, para não gerar dúvidas e desconfianças. Lembre-se que com transparência será possível desenvolver melhor seus colaboradores e o crescimento de cada um e da própria empresa.

2- Estude as possibilidades de benefícios

Faça uma reunião com outros gestores, com o diretor da empresa e alinhe quais as possibilidades de vantagens e benefícios para os profissionais. De nada adianta falar que trabalha com meritocracia, mas não oferecer nada além de um salário fixo e benefícios previstos em CLT.

Veja se há possibilidade de aumentar salários, cargos, ou se a empresa prefere pagar bônus de acordo com a produtividade. Recompensas definidas? Agora deixe claro o que o profissional ganhará e o que deve fazer para chegar ao resultado proposto.

3- Faça um planejamento para promover também a coletividade

É importante fazer um planejamento para estabelecer estratégias de aproximação de equipe. Afinal, a meritocracia costuma reconhecer esforços individuais, então pode afastar o espírito de equipe se não for bem estruturado.

Não dê destaque somente aos objetivos individuais a serem alcançados, mas também àquelas atuações coletivas e suas respectivas recompensas.

Se somente forem estabelecidas metas individuais, seus profissionais tendem a ser individualistas e não coletivos, não pensando no bem da empresa e sim em si próprios. A ideia não é essa. Alinhe o plano às políticas, cultura, valores e visões da empresa e esteja atento para promover também a coletividade.

4- Não crie metas que não possam ser cumpridas

Simples. Estabeleça as metas de acordo com o desenvolvimento gradual da empresa e em como enxerga as possibilidades de crescimento.

Propor metas surreais para a equipe só irá piorar o nível de produtividade, preocupar os funcionários e desmotivá-los. A proposta é justamente oposta, de motivar de acordo com uma visão otimista para o alcance dos objetivos. Estes que, aliás, não podem sobrecarregar o colaborador, e sim acrescentar valor ao seu trabalho.

5- Comunicação sempre, e com feedbacks

A comunicação é importantíssima para a empresa e faz a diferença em toda a jornada do profissional. Faça questão de comunicar como funciona essa avaliação por mérito, a meritocracia nas empresas, e deixe claro se houver mudanças.

Nestes modelos, o espaço para feedbacks também é imprescindível. É por meio deles que você apontará o desempenho de seus colaboradores (destaques e pontos de melhoria), anunciará recompensas e também por meio deles que entenderá a aceitação do modelo adotado pela empresa e se tem surtido os efeitos desejados. Se necessário, revise e atualize.

6- Defina suas avaliações de desempenho

Será que você sabe mesmo quais são os melhores talentos de sua empresa, os mais produtivos, que cumprem suas responsabilidades, pontuais? Para ter certeza é preciso definir como serão realizadas suas avaliações de desempenho e seguir sempre o mesmo padrão, para que o modelo não seja injusto com ninguém.

Para garantir mais assertividade em sua avaliação de desempenho, você dever usar a mensuração de resultados para reunir a maior quantidade de dados que puder. A assiduidade, por exemplo, pode ser medida pelo sistema de ponto. Prazos cumpridos, metas alcançadas, ideias sugeridas e implementadas, etc., também podem ser acompanhados por sistemas de gestão.

Confira: Como implantar um modelo de avaliação 360°?

Quer entender melhor como implantar meritocracia nas empresas? Então, confira este infográfico:

meritocracia nas empresas

E então, sua empresa realmente atua sob o modelo de meritocracia? E se ainda não, como acha que pode beneficiar o seu negócio e valorizar o seu pessoal?

Compartilhe conosco suas ideias e, qualquer dúvida, é só entrar em contato!

Veja também: Como fazer gestão de pessoas, conquistar colaboradores e reter talentos de uma vez por todas

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Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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