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5 novos modelos de negócios para você diversificar a maneira como faz lucro

By 3 de novembro de 2020 No Comments
novos modelos de negócios

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Inovar é fundamental para as empresas. Pensar em novas maneiras de obter lucro e atender às necessidades de seus clientes é, muitas vezes, a única maneira de se manter competitivo no mercado.

Por isso, conhecer novos modelos de negócios é importante para que você pense em estratégia de inovação para sua empresa.

Hoje, com o auxílio das novas tecnologias digitais, está muito mais fácil de promover a inovação em seu modelo de negócio.

E você pode se inspirar em empresas que já operam com sucesso alguns desses tipos de novos negócios.

Por isso, selecionamos aqui 5 novos modelos de negócios para você conhecer e, quem sabe, colocar em prática:

  1. Fintechs
  2. Crowd economy ou crowdsourcing
  3. Freemium
  4. Free Data
  5. Serviços em plataformas de “mão dupla”

Leia também: Inovação e invenção: entenda o que cada termo significa, as diferenças entre eles e 3 exemplos reais

5 novos modelos de negócios altamente rentáveis

1. Fintechs

É bem provável que você já tenha ouvido falar em fintech, mas sabe mesmo, afinal, do que se tratam esses novos modelos de negócios?

Bem, o próprio nome já dá umas pistas:

  • Fin é uma abreviação de financeiro
  • Tech se refere a tecnologia

Fintechs são, portanto, empresas que usam a tecnologia para prestar serviços financeiros.

Até aí, você pode dizer: – Nenhuma inovação em modelos de negócios! Afinal, seu banco usa tecnologia para prestar serviços e, ao que você saiba, não é uma fintech (talvez seja…).

Mas as fintechs dão um passo além! Para começar, nem todas são bancos.

O que elas fazem é transformar os serviços de um banco físico em exclusivamente virtual. Assim, tudo é digital. Nada de agências ou filas, você resolve tudo pela internet e com toda segurança que deseja.

E, na esmagadora maioria dos casos, por meio de um app em seu celular. Nem precisa usar um computador, se não quiser.

Ah, e os preços são mais baixos que nos bancos tradicionais.

Uma fintech bastante conhecida no Brasil é o Nubank, um banco totalmente virtual.

Mas existem outras, como fintechs especializadas na emissão de notas fiscais, como o NFE.io, ou de intermediação de empréstimos bancários, como a Geru.

Entenda isso melhor neste vídeo do Novos Líderes Empreendedores:

2. Crowd economy ou crowdsourcing

Mais uma expressão em inglês para designar outro dos novos modelos de negócios. Crowd significa multidão.

No caso, a crowd economy trabalha disponibilizando uma grande quantidade de determinado serviço para pessoas ou empresas que necessitam deles. Uma multidão de prestadores de serviço, podemos dizer.

E, é claro, cobra uma comissão a cada negócio fechado.

Tá achando isso estranho? Olha, você já pegou um Uber? Já se hospedou em uma casa pelo Airbnb? Esses são dois dos exemplos de maior sucesso da crowd economy.

Mas existem diversos outros, como plataformas em que designers se inscrevem em busca de clientes (99designs); motoboys (Loggi), profissionais de limpeza (Blumpa) e muito mais.

Você pode usar a crowd economy até para conseguir investidores para criar uma startup ou financiar o lançamento de seu livro. Dê uma olhada neste vídeo dos Raimundos que mostra como funciona essa inovação em modelos de negócios, chamada de crowdfunding, uma variação do crowdsourcing.

3. Freemium

Parece que quando se trata de novos modelos de negócios, juntar duas palavras em inglês traz bons resultados.

  • Free, você sabe, quer dizer grátis.
  • Premium são serviços de alta qualidade.

O que caracteriza este entre os novos modelos de negócio é exatamente oferecer as duas coisas na mesma plataforma: um serviço gratuito e uma variação desse mesmo serviço com opções de planos pagos, mas com muito mais funcionalidades.

O objetivo aqui é usar o serviço gratuito como um chamariz de pessoas ou empresas que precisam desse serviço, mas ainda não podem ou não querem pagar por ele. Com o tempo, acabam se interessando pelas vantagens das versões pagas.

Isso funciona muito bem para as chamadas empresas SaaS, Software as a Service, isto: software como um serviço (que é pago mensalmente).

Assim, a pessoa ou empresa paga uma mensalidade para ter acesso a um serviço online, como uma ferramenta de gestão financeira, um sistema de CRM, ou um disparador de e-mail.

Mas, se ela quiser, pode começar com a versão gratuita, ver se realmente é isso que ela quer e, quando achar que pode pagar ou que realmente precisa de mais recursos, migra para a versão Premium.

Se você acha essa estratégia meio suicida, saiba que gigantes mundiais da indústria SaaS usam essa tática com extenso sucesso.

Esse é o caso do Trello, do Slack e até do Gmail.

Por isso, não deixe de pensar nessa estratégia, se seu negócio é uma SaaS.

4. Free Data

Como é bom usar o Facebook e não pagar nada! E o Instagram, o Twitter, o WhatsApp.

Será que isso é grátis mesmo?

Você já deve ter ouvido falar que por meio de técnicas como Big Data e Inteligência Artificial essas plataformas conseguem extrair informações importantes sobre o mercado, o comportamento das pessoas, da economia e muito mais.

Assim, quando você se engaja em alguma dessas plataformas de relacionamento social está entregando gratuitamente grande quantidade de informações sobre como as pessoas se comportam, suas preferências e desejos.

Não estamos falando de informações como endereços de e-mail ou telefones. Essas mídias sociais não fornecem esse dados para outras empresas. O que elas fazem é passar tendências que seus softwares de análise de dados descobrem, ao acessar tudo o que todos os usuários fazem quando postam ou dão likes.

Assim, vender informações desse tipo (não as informações pessoais) é outro dos novos modelos de negócios que a transformação digital e a quarta revolução industrial criaram. E bastante lucrativo, por sinal!

5. Serviços em plataformas de “mão dupla”

Nesse novo modelo de negócio, a plataforma de serviços online obtém receita nas duas pontas de interação com usuários.

O exemplo clássico desse tipo de inovação em modelos de negócio é o LinkedIn.

Assim, quem tem uma conta premium no LinkedIn paga para ter mais funcionalidades ao divulgar seu perfil ou procurar vagas,

Por outro lado, empresas procurando profissionais, ou negócios em busca de leads (oportunidades de fechar vendas) também pagam para ter acesso às outras funcionalidades da plataforma.

Já conhecia alguma dessas novas formas de negócio? Qual delas te pareceu a mais interessante? Conte para a gente nos comentários!

Saiba mais: Conheça as 5 etapas do processo de inovação e deixe sua empresa à frente da concorrência

A Setting é uma empresa de consultoria empresarial que usa uma metodologia sistêmica, baseada em fatos e, assim, entrega valor e resultados a seus clientes.

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Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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