Gestão Empresarial

Afinal, o que é transformação digital nas empresas, como implantar em seu negócio?

By 20 de março de 2018 No Comments
transformação digital

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Será que você vai chegar para trabalhar em sua empresa e em vez de um monte de baias com colegas de trabalho, só vai ver monitores para falar com eles via videoconferência?

Ou, na verdade será o contrário? Todos estarão lá, mas usando óculos de realidade virtual e interagindo com pessoas e interfaces digitais nos mais diversos cantos do planeta?

Calma! Relaxe, não é nada disso.

A transformação digital não é um fim em si mesma, mas uma maneira, dentre tantas, de sua empresa conseguir vantagens competitivas sustentáveis.

É isso que vamos entender nesta postagem.

O que é transformação digital nas empresas?

É interessante notar como muitas empresas e gestores simplesmente decidem que vão iniciar uma “transformação digital” em seu negócio, mas, no fundo, não sabem exatamente do que se trata.

Vamos começar por isso, então:

Definição de transformação digital:

Transformação digital consiste na pesquisa de novas tecnologias que estão surgindo para se encontrar aquela que poderá auxiliar sua empresa a desenvolver uma vantagem competitiva sustentável e se manter sempre à frente dos concorrentes.

Por isso, antes de começar a solicitar a instalação de complexos sistemas de inteligência artificial em seu negócio, ou comprar tablets para toda sua força de vendas, trace o caminho inverso, fazendo duas perguntas:

  • Onde existe uma oportunidade de melhoria em meu negócio para satisfazer as necessidades dos meus clientes?
  • Existe alguma nova tecnologia digital que pode me auxiliar a atingir esse objetivo?

Um caso famoso foi o da Netflix, tão citada com um exemplo de transformação digital.

Na verdade, a empresa começou fazendo entregas de fitas de vídeos na casa das pessoas, que os solicitavam via catálogo ou internet.

Com isso, atendiam a um nicho de cinéfilos que não conseguia encontrar títulos clássicos antigos ou cults na Blockbuster, que se concentrava nos últimos lançamentos de Hollywood.

Só anos depois a empresa descobriu que estava surgindo uma nova tecnologia que poderia fazer isso com muito mais facilidade do que entregas pelo correio: o stream de vídeos online.

O resultado todos conhecemos: o negócio de aluguel de vídeos ou DVDs em lojas físicas tornou-se inviável.

Portanto, não se deve procurar uma tecnologia inovadora para depois pensar em como usá-la.

Use seu planejamento estratégico, as oportunidades de mercado que precisa desenvolver, e encontre as soluções adequadas para concretizá-las com ajuda de novas tecnologias.

Mas como definir onde implementar a transformação digital em seu negócio?

Conheça os 3 modos mais comuns do uso da transformação digital.

Os 3 níveis de atuação da transformação digital

As pessoas ficam tão encantadas com o termo “transformação digital” que logo imaginam serviços ou produtos que sejam revolucionários, disruptivos, sacadas geniais típicas de startups.

Na verdade, dê um passo atrás, o primeiro nível de transformação digital se encontra dentro de sua empresa e talvez seus clientes nunca percebam que a melhoria de seus serviços e produtos é fruto da transformação digital.

1- Transformação de processos

Imagine uma tecnologia inovadora que detecta instantaneamente os defeitos de uma peça que sua empresa produz em grande quantidade.

Com isso, é possível reduzir horas de mão-de-obra usada na inspeção manual das peças, além de diminuir a quantidade de produtos com problemas que iam parar nas mãos dos clientes.

Redução de custos, fabricação mais rápida, aumento da satisfação do cliente e até ganhos de branding (sua marca passa a ser reconhecida como de alta qualidade) foram conquistados.

A gestão de sua empresa foi melhorada, excelentes resultados operacionais e estratégicos serão atingidos, mas nenhum cliente se viu diante de aplicativos inovadores ou de algum tipo de gadget incrível.

Isso também é transformação digital.

2- Transformação da experiência dos clientes

Chegar no estacionamento do shopping center e descobrir onde está a vaga mais próxima por meio de um app que você instala no smartphone e funciona como um “Waze” interno do shopping.

Isso é transformar a experiência do cliente. Será que alguém já pensou nisso?

Uma transformação digital que vai nessa linha e já existe em algumas lojas de roupas, é uma tela vertical enorme, que mostra a pessoa em tamanho real ao capturar sua imagem, permitindo que elas “provem” as roupas sem ter que vesti-las.

3- Transformação do modelo de negócios

Este é o tipo de transformação digital que todos sonham: pensar em algo como o AirBnB ou o Uber.

Na verdade, o segredo por trás desse tipo de transformação digital está em oferecer ao público uma solução para uma necessidade que ele já tem, mas de uma forma mais acessível e funcional.

Com isso, uma parcela do mercado que não tinha acesso aquela solução – mas a desejava! – passa a ter. O que é um bom começo para, posteriormente, ampliar seus serviços e produtos.

Assim, quem achava táxis muito caros, hoje usa o Uber Pool, e quem não tinha dinheiro para pagar hotéis no exterior, hoje aluga um quarto pelo AirBnB.

Portanto, a lição que fica é simples: não encare a transformação digital nas empresas como um objetivo em si, mas como uma maneira de alcançar seus objetivos estratégicos com ajuda de tecnologias inovadoras.

Este post foi escrito pela equipe do Trello, um software que permite trabalhar de forma mais colaborativa e completar mais tarefas.

Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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