Gestão Empresarial

Conheça (ou relembre) as principais ferramentas de gestão empresarial e como usar em seu negócio.

By 3 de abril de 2018 No Comments
Principais ferramentas de gestão empresarial

Já vimos isso na faculdade, ou em artigos na internet, ouvimos constantemente em reuniões e, na verdade, já usamos muitas dessas ferramentas de gestão empresarial em nosso dia a dia.

Mas será que os conceitos por trás delas ainda estão frescos em nossa memória?

Estamos usando corretamente, na prática?

Para ajudar você a se certificar de que está usando essas ferramentas adequadamente – sejam elas novidades ou velhas conhecidas suas – montamos um resumo esquemático com tudo que você precisa saber sobre as principais ferramentas de gestão empresarial.

Boa leitura!

Resumo das 6 principais ferramentas de gestão empresarial

1- Análise SWOT

Não é exagero dizer que a Análise SWOT é uma das mais conhecidas e principais ferramentas de gestão empresarial.

Ela tem como objetivo auxiliar e aprimorar o planejamento estratégico e também pode ser usada em outros tipos de projetos.

  • Criadores: Kenneth Andrews e Roland Christensen, professores de Stanford, EUA.
  • Ano: Décadas 60 e 70

SWOT:

  • Strengths (forças)
  • Weaknesses (fraquezas)
  • Opportunities (oportunidades)
  • Threats (ameaças)

No Brasil alguns a chamam de FOFA:

  • Forças
  • Oportunidades
  • Fraquezas
  • Ameaças

A análise SWOT se divide no estudo do ambiente externo e do interno. Essa separação busca a otimização e trazer maior eficiência à análise.

Ambiente Interno: aquele que a empresa pode controlar

Pontos Fortes (Strengths) e Fracos (Weaknesses).

O que uma organização tem de pior e de melhor?

É necessário fazer friamente uma análise dessas características e analisá-las isoladamente.

Exemplos de Pontos Fortes:

  • Diferenciais reconhecidos pelo público
  • Recursos abundantes
  • Vantagens competitivas sustentáveis
  • Comunicação adequada com seus públicos
  • Localização privilegiada
  • Logística eficiente

Exemplo de Pontos Fracos:

  • Desconhecimento do grau de satisfação dos funcionários
  • O orçamento não é bem estruturado
  • Não investe em tecnologia
  • Matéria prima de baixa qualidade ou perecível
  • Logística pouco eficiente
  • Não tem plano de comunicação ou marketing

Ambiente Externo: situações conjunturais sobre as quais a empresa não pode interferir

Ameaças (Threats) e Oportunidades (Opportunities)

A organização realmente conhece o cenário externo e as mudanças que têm ocorrido no mercado, na economia e na sociedade?

Um planejamento estratégico bem elaborado precisa ter conhecimento do ambiente externo e enfrentar a realidade, preparando-se para as ameaças e aproveitando-se das oportunidades.

Exemplo de Ameaças:

  • Desaceleração econômica
  • Aumento de impostos
  • Desastres naturais
  • Política internacional
  • Regulamentações ambientais
  • Surgimento de novas tecnologias que a empresa não tem acesso

Exemplo de Oportunidades:

  • Queda da taxa de juros
  • Valorização da moeda (para empresas que importam insumos)
  • Situação climática favorável aos negócios da empresa
  • Estabilidade política
  • Mudanças nos hábitos de consumo da população favoráveis aos negócios da empresa

Munida dessas informações, a empresa deve traçar uma estratégia para usar suas forças para potencializar oportunidades, reforçando suas fraquezas, se necessário e, da mesma forma, como se defender de ameaças.

2- Matriz BCG

Técnica para seleção de estratégias, que se baseia no estudo da participação no mercado e na análise do portfólio de produtos.

  • Ponto central: definição de estratégias em relação ao portfólio de produtos, serviços ou unidades da empresa, classificando-as de acordo com sua participação no mercado e a taxa de crescimento do mercado em que atuam.
  • Criador: Bruce Handerson para a empresa americana de consultoria BCG (Boston Consulting Group)
  • Ano: 1970

Retrata 4 tipos de fontes de lucros ou resultados, sejam produtos, serviços ou unidades de negócios:

Estrela (stars)

  • Negócios com participação elevada no mercado
  • Altas taxas de crescimento
  • Alto potencial de lucratividade
  • Unidades de negócios ou produtos ganhadores de dinheiro, mas com alto custo

Pontos de Interrogação (question marks)

  • Negócios com participação pequena no mercado
  • Altas taxas de crescimento
  • Precisam de muito investimento
  • Retorno incerto

Vacas Leiteiras (cash cowns)

  • Negócios com alta participação em mercados estabilizados
  • Pequenas taxas de crescimento
  • Ganham dinheiro e produzem naturalmente (vacas leiteiras)
  • Não precisam de grandes investimentos

Abacaxis (pineapple)

  • Pequena participação de mercado
  • Pequeno crescimento
  • Precisam de dinheiro e não produzem o suficiente
  • Pode ser necessário descontinuar este negócio ou produto

Muitos produtos e negócios têm um ciclo de vida que passa pelos 4 quadrantes da matriz: começam como pontos de interrogação e tornam-se estrelas.

À medida que surgem novos concorrentes, transformam-se em vacas leiteiras e, posteriormente, em abacaxis.

A matriz BCG é uma das principais ferramentas de gestão empresarial quando a empresa precisa administrar carteiras de produtos e negócios.

3- Matriz de Ansoff

A matriz de Ansoff diz respeito aos riscos potenciais para a elaboração de um plano mais adequado para o desenvolvimento de um produto (ou serviço) e a abertura de novos mercados ou aproveitamento dos atuais.

  • Criador: Harry Igor Ansoff publicado como “Strategies for Diversification” para Harvard Business Review.
  • Ano: 1957
  • Ponto Central: Maneira rápida e simples de pensar sobre os riscos de crescimento.

Essa ferramenta divide as estratégias de inovação de produtos e mercados e 4 possibilidades:

  1. Penetração de Mercado: Expansão de vendas segura de um produto conhecido em um mercado já ocupado pela empresa.
  2. Desenvolvimento de Produtos: Introduzir um novo produto em um mercado onde a empresa já opera.
  3. Desenvolvimento de Mercado: Colocar um produto existente em um mercado novo para a empresa.
  4. Diversificação: Inserir um produto novo e em um mercado inexplorado e desconhecido.

Basicamente Ansoff descreve 4 caminhos possíveis para o crescimento da empresa, sempre relacionando a inovação do produto com o conhecimento um mercado já conhecido ou inexplorado.

O método ajuda encontrar novas maneiras de aumentar lucros e alcançar novos clientes.

O ideal é usar pesquisas de mercado para isso.

Confira em nosso blog: Entenda como a tecnologia está mudando as ferramentas de pesquisa de mercado

4- Modelo de negócios Canvas

É uma das principais ferramentas de gestão empresarial e planejamento de negócios desenvolvida mais recentemente.

Pode ser usado tanto para desenvolver modelos de novos negócios novos como reestruturar os existentes.

Descreve o funcionamento de uma empresa em todas as áreas de atuação e seu desenvolvimento.

Para isso, compartilha e captura valores de produtos e serviços através de canais e fluxos de informação.

  • Criador: Alexander Osterwalder
  • Ano: 2010
  • Ponto Central: O Business Model Canvas é um quadro de modelo de negócios separados em 9 segmentos.

Os 9 campos do modelos de negócios Canvas:

  1. Proposta de valor (Value Propositions) – o que a empresa tem a oferecer para o mercado e se terá valor aos clientes
  2. Segmento de clientes (Customer Segment) – tipos de clientes ou de público que serão o foco da empresa
  3. Os canais (Channels) – como o cliente compra e recebe o produto.
  4. Relacionamento com o cliente (Customer Relationships) – como a empresa se relaciona com cada segmento de cliente.
  5. Atividades chave (Key Activities) – atividades essenciais para a entrega da proposta de valor
  6. Recursos Principais (Key Resources) – recursos imprescindíveis para a realização de atividades chave.
  7. Parceiros Chaves (Key Partners) – atividades chaves terceirizadas com recursos externos
  8. Fonte de Receita (Revenue Streams) – representa o quanto os clientes estarão dispostos a pagar pela proposta de valor oferecida formas de pagamento, prazos…
  9. Estrutura de Custos (Cost Structure) – todos os custos necessários para que a produção e manutenção da estrutura funcionem.

A ferramenta Canvas coloca esses nove tópicos de maneira lógica e integrada, criando, capturando e entregando as informações para desenvolver uma estratégia que gere mas valor aos clientes e ao negócio.

É simples de ser construída, mas não quer dizer que a elaboração de um modelo de negócios seja fácil.

Ele não substitui um Plano de Negócios, porque em toda gestão estão envolvidos pesquisa e análise, mediante dados coletados.

Já o Canvas é mais focado nas tomadas de decisões rápidas de uma empresa e muito usado por startups.

5- As 5 forças competitivas de Porter

O modelo das 5 forças de Porter permite analisar o ambiente competitivo e o seu posicionamento diante dos concorrentes.

  • Criador: Michael Porter, “As 5 forças competitivas que moldam e estratégia”, publicado em Harvard Business Review
  • Ano: 1979

As 5 forças competitivas de Porter são:

1- Rivalidade entre concorrentes:

Quanto maior o nível de rivalidade, maiores os investimentos necessários para se manter competitivo no mercado.

2- Poder de barganha dos clientes:

Quanto muitas opções de produtos ou serviços semelhantes, maior o poder dos clientes de fazerem exigências de preço e qualidade. Isso instiga o aumento da qualidade, a busca de diferenciais e da inovação.

3- Poder de barganha dos fornecedores:

Quando há poucos fornecedores ou quando se unem em cartéis, criam uma dependência no mercado podendo ditar preços e prazos.

4- Ameaça de novos concorrentes:

Quando um mercado apresenta poucas barreiras de entrada (como a necessidade dominar tecnologias complexas, altos investimentos de instalação, ganhos de escala e até regulamentação do governo, entre outros) existe a possibilidade de novos concorrentes se estabelecerem facilmente no mercado.

5-  Ameaça de produtos substitutos:

Produtos substitutos são aqueles que atendem as mesmas necessidades dos clientes clientes sua empresa, mas não são os mesmos que ela produz. É preciso estar a alerta não apenas aos concorrentes diretos, mas aos substitutos, como foi o caso do AirBnB em relação aos hotéis.

As 5 forças de Porter colaboram para que as empresas percebam a complexidade do mercado e de seus concorrentes e busquem maneiras mais eficientes de .

6- Princípio de pareto 80/20

  • Criador: Vilfredo Pareto
  • Ano: 1892, Universidade de Lausane

É uma técnica que permite selecionar:

  • Prioridades quando se enfrenta grande número de problemas
  • Localizar as causas mais importantes que geraram o problema
  • 80% dos resultados são produzidos por 20% das causas

A maior quantidade de ocorrências ou efeitos depende de uma quantidade pequena de causas.

A empresa deve levantar as causas de uma única ocorrência e contar quantas vezes cada causa ocorre.

Ex: Por que os clientes reclamam de nossos serviços?

E, em seguida classificar em categorias, como:

  • Demora no atendimento
  • Falta de atenção
  • Solução incorreta

E a causas mais numerosas seriam então a prioridade.

  1. Como estabelecer prioridades:
  2. Definir as ações (metas) e estabeleça uma data (prazo) para realizá-las;
  3. Saber exatamente do que cada área é responsável;
  4. Conhecer a capacidade da equipe;
  5. Conseguir delegar;
  6. Analisar o rendimento de cada departamento e fazer ajustes.

Os valores de uma empresa estão relacionados diretamente com a realização de seus objetivos. É o ponto de partida para a tomada de decisão.

Basicamente: Focar em ações que irão gerar mais resultados.

Essas foram as principais ferramentas de gestão empresarial e as mais utilizadas por quem deseja melhorar o gerenciamento de uma empresa.

A Setting é uma consultoria especializada a ajudar sua empresa a aplicar essas e outras ferramentas, por meio de uma gestão baseada em fatos, ética e transparente, com foco no cliente e valorizando as pessoas.

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