Gestão Empresarial

O que é Lean Manufacturing: teoria, ferramentas e princípios

By 20 de março de 2019 No Comments
O que é Lean Manufacturing

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O que é Lean Manufacturing? Trata-se de uma metodologia que se concentra em minimizar o desperdício dentro dos sistemas empresariais, maximizando simultaneamente a produtividade.

Também conhecida como produção enxuta, a abordagem é baseada no Sistema de Produção da Toyota e ainda é usada por negócios do mundo todo.

Não importa se sua empresa é pequena ou grande. Entender o que é Lean Manufacturing irá ajudar você a caminhar rumo à melhoria contínua de processos.

O que é Lean Manufacturing?

O Lean Manufacturing é baseado em várias ferramentas, como Kaizen, Kanban e mais.

Para se aprofundar nesse conteúdo, sugerimos que leia também o artigo; “Top 10 | Ferramentas do Lean Manufacturing: suas funções e benefícios”.A metodologia foi introduzida no mundo ocidental por meio da publicação de 1990 da “The Machine That Changed the World”, baseada em um estudo do MIT de cinco anos e US$ 5 milhões, que detalha o sistema de produção enxuta da Toyota.

Desde então, os princípios Lean Manufacturing influenciam profundamente os conceitos de manufatura em todo o mundo, bem como de negócios fora da manufatura, incluindo os setores de:

  • engenharia;
  • saúde;
  • desenvolvimento de software;
  • serviços.

Os benefícios do Lean incluem:

  • prazos de entrega reduzidos;
  • custos operacionais reduzidos;
  • melhor qualidade do produto, para citar apenas alguns.

5 princípios básicos do Lean Manufacturing

Um livro amplamente referenciado, “Lean Thinking: Banish Waste e Create Wealth in Your Corporation”, que foi publicado em 1996, estabeleceu 5 princípios fundamentais de referência do Lean. São eles:

  1. valor;
  2. mapeamento do fluxo de valor;
  3. criação do fluxo contínuo;
  4. produção puxada;
  5. busca pela perfeição.

Os 5 princípios são usados ​​como base para a implementação do conceito acerca do que é Lean Manufacturing, por isso, a seguir explicaremos cada um desses princípios:

1. Identifique o valor para o cliente

O valor é criado pelo produtor, mas é definido pelo cliente.

Em outras palavras, as empresas precisam entender o valor que o cliente deposita em seus produtos e serviços, o que, por sua vez, pode ajudá-los a determinar quanto dinheiro o cliente está disposto a pagar.

A empresa deve se esforçar para eliminar o desperdício e o custo de seus processos de negócios para que o preço ideal do cliente possa ser alcançado com o maior lucro para a empresa.

Uma sugestão para essa etapa é aprender como funciona o Seis Sigma. Seu uso permite às empresas definir, medir e analisar o que seus clientes desejam.

Com essas informações em mãos esperasse que a organização produza serviços e produtos que atendam a essa demanda.

2. Mapeamento do fluxo de valor

Este princípio envolve o registro e análise do fluxo de informações ou materiais necessários para produzir um produto ou serviço.

O objetivo dessa etapa é identificar resíduos e métodos que podem melhorar o processo.

O fluxo de valor abrange todo o ciclo de vida do produto, desde as matérias-primas até o descarte.

As empresas devem examinar cada etapa do ciclo em busca de qualquer sinal de desperdício.

Qualquer coisa que não agregue valor deve ser eliminada.

O pensamento enxuto recomenda o alinhamento da cadeia de suprimentos como parte desse esforço.

3. Criação do fluxo contínuo

Elimine as barreiras funcionais e identifique maneiras de melhorar o tempo de processamento para garantir que os processos sejam tranquilos desde o momento em que um pedido é recebido até a entrega.

O fluxo é crítico para a eliminação de resíduos.

O conceito sobre o que é Lean Manufacturing depende de 2 fatores primordiais:

  • prevenção de interrupções no processo de produção;
  • habilitação de um conjunto de processos nos quais as atividades se movem em um fluxo constante.

4. Estabeleça um sistema de produção puxada

Isso significa que você só inicia um novo trabalho quando há demanda por ele.

A manufatura enxuta usa um sistema de tração em vez de um sistema de pressão. Isso quer dizer que, em um sistema de pressão, as necessidades de estoque são determinadas com antecedência e o produto é fabricado para atender a essa previsão.

No entanto, as previsões costumam ser imprecisas, o que pode resultar em oscilações entre estoque excessivo e insuficiente, bem como agendamentos tardios e mau atendimento ao cliente.

Em contraste, a produção puxada é baseada em um sistema em que nada é comprado ou fabricado até que haja demanda. Para seu funcionamento é preciso flexibilidade e comunicação.

5. Busca pela perfeição

O Lean Manufacturing baseia-se no conceito de buscar continuamente a perfeição, o que implica direcionar as causas básicas dos problemas de qualidade, descobrir e eliminar o desperdício em todo o fluxo de valor.

7 ferramentas e conceitos do Lean Manufacturing

Agora que você sabe o que é Lean Manufacturing, sua origem, princípios e benefícios, é hora de colocar a mão na massa e conhecer as principais ferramentas do sistema.

A manufatura enxuta exige uma busca incansável pela redução do desperdício.

Desperdício é qualquer coisa que não agrega valor na visão dos clientes e pela qual eles não estão dispostos a pagar.

Isso requer melhoria contínua, que, como já abordado, está no centro do conceito sobre o que é Lean Manufacturing.Entre as ferramentas que irão te ajudar a colocar todos esses princípios em prática, estão:

  • Heijunka: responsável pelo nivelamento da produção, busca produzir um fluxo contínuo de serviços ou produtos. Tem o objetivo de diminuir a instabilidade da produção em função dos pedidos inconstantes dos clientes. É preciso se concentrar na previsibilidade de venda.
  • Kanban: A meta da ferramenta é eliminar o desperdício de estoque e colocar fim ao excesso de produção. Um sinal aciona a necessidade de compra ou produção de insumos quando a reserva alcança níveis críticos.
  • Jidoka: Um método de fornecer máquinas e seres humanos com a capacidade de detectar uma anormalidade e parar o trabalho até que ela possa ser corrigida.
  • Andon: Um auxílio visual, como uma luz intermitente, que alerta os trabalhadores sobre a presença de um problema.
  • Poka-yoke: Um mecanismo que protege contra erros humanos, como uma luz indicadora que se liga se um passo necessário não foi realizado, um sinal dado quando um parafuso foi apertado o número correto de vezes ou um sistema que bloqueia o próximo passo até que todas as etapas anteriores sejam concluídas.
  • 5S: Um conjunto de práticas para organizar espaços de trabalho e criar áreas eficientes, eficazes e seguras para os trabalhadores. A implantação do 5S enfatiza organização e limpeza.
  • Tempo de ciclo: medição de quanto tempo leva para produzir uma peça ou concluir um processo.

Lean Manufacturing  vs. Seis Sigma

Tanto o Lean Manufacturing quanto o Six Sigma procuram eliminar o desperdício. No entanto, os dois usam abordagens diferentes porque vêem a causa raiz do desperdício de forma diferente.

Nos termos mais simples, enquanto o Lean defende que o desperdício é causado por etapas adicionais, processos e recursos que um cliente não acredita que agregam valor, o Seis Sigma afirma que o desperdício resulta da variação, ou instabilidade, do processo.

Ainda assim, as duas abordagens são complementares e foram combinadas como Lean Six Sigma.

Então, para que você compreenda o que é Lean Manufacturing, Six Sigma e Lean Six Sigma, e possa adicionar ao seu currículo o controle dessas metodologias, é necessário que se capacite (e também direcione sua equipe) em treinamentos sobre o assunto.

Este artigo foi escrito pela CAE Treinamentos. Com a plataforma você pode iniciar seus treinamentos com nossos cursos GRATUITOS: White Belt – Lean Seis Sigma e Lean Manufacturing Basic. Ou vá direto à certificação Black Belt. A CAE Treinamentos oferece cursos de gestão e melhoria de processos desde o nível básico ao avançado.

Vera Maria Stuart Secaf

Author Vera Maria Stuart Secaf

Sócia e Consultora sênior da Setting Consultoria e Gestão Empresarial, atua há mais de 20 anos na gestão em organizações de diversos portes e setores. Membro do Núcleo Técnico de Estudos de Sustentabilidade da FNQ em 2015, ministrou aulas nos cursos de pós graduação da FUPAM, FEA/USP, FGV in Company e ANBIMA. Administradora de empresas com MBA na Fundação Dom Cabral e Kellogg.

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