Gestão Empresarial

Passo a passo: como fazer projeção financeira na sua empresa?

By 18 de julho de 2019 No Comments
como fazer projeção financeira

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As projeções financeiras são importantes ferramentas de gestão. Assim, quando bem feitas, com elas é possível atrair investidores, alocar melhor os recursos, decidir sobre quais investimentos fazer, etc.

Essas projeções são previsões de suas entradas e saídas de caixa, renda e balanço patrimonial. Elas mostram aos investidores, por exemplo, como você vai pagar os empréstimos, o que você pretende fazer com o seu dinheiro e como a sua empresa vai crescer.

As projeções financeiras servem também para:

  • identificar necessidades de financiamento;
  • otimizar seus preços;
  • planejar a produção;
  • monitorar seu fluxo de caixa.

Trata-se de uma ferramenta importante para ajudá-lo a administrar seus negócios com sucesso. Dessa forma, desenvolvendo metas relevantes e assumindo riscos calculados.

No entanto, muitos proprietários de pequenas e médias empresas ainda não sabem como fazer projeção financeira.

Se este é o seu caso, você está no lugar certo. Confira neste artigo um passo a passo de como fazer projeção financeira e saiba o que esperar do futuro dos seus negócios.

Leia também: Gestão financeira: melhore o controle de gastos empresariais

5 passos de como fazer projeção financeira

Fazer este tipo de projeção é fundamental para a gestão financeira empresarial. Por isso, não deixe de ler com atenção estas dicas e aplicá-las em seu negócio.

Você vai ver que manter um controle adequado dos gastos, entradas, saídas e investimentos em sua empresa vai fazer toda diferença na hora de tomar decisões importantes.

Veja mais: O que é projeção financeira ? Tipos, benefícios e como fazer

Passo 1 – Análise do histórico de receitas

Para fazer uma boa projeção financeira, é preciso ter como base dados concretos e confiáveis. Nesse sentido, é interessante que você faça um apanhado histórico de todas as suas vendas e demais fontes de receita.

Recomenda-se que o período a ser analisado seja de, no mínimo, um ano. A partir dessa análise, será possível projetar as suas finanças de maneira mais realista em vez de simplesmente basear-se em achismo.

Passo 2 – Listagem de custos e despesas fixas e variáveis

Não há como fazer projeção financeira sem listar todas as despesas fixas e variáveis do seu negócio.

Os despesas e custos fixos são aqueles que não dependem, necessariamente, do volume produzido ou vendido por sua empresa e, por isso, são consideradas mais estáveis.

Além disso, as despesas fixas possuem periodicidade mais marcada, como contas de luz, água, aluguel do espaço, telefone, internet, seguro e salário dos funcionários.

Ou seja, você deverá arcar com esse tipo de despesa independentemente de quanto foi o seu faturamento ou o seu custo total de produção em determinado período.

Já as despesas variáveis, ao contrário das fixas, estão ligadas diretamente à atividade fim do seu negócio. Assim, estão vinculadas à produção e ao faturamento da empresa. Essas despesas podem ser comissões de venda, quantidade de matéria-prima, impostos sobre faturamento líquido ou bruto, marketing, fretes etc.

Leia mais: Como criar um plano de ação para redução de custo

Passo 3 – Análise do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é a alma de todos os negócios. Quando ele está baixo, significa que você terá dificuldade em honrar seus compromissos financeiros dentro do prazo. Mas, quando ele está alto, é indicativo de que você pode fazer investimento em contratação de pessoal, maquinário adicional, ampliação da loja, campanhas de marketing, etc.

Ou seja, o fluxo de caixa é relação entre o que entra e o que sai no caixa da empresa. Para fazer a sua projeção financeira, é recomendado que a análise do fluxo de caixa leve em consideração, no mínimo, os últimos 12 a 18 meses.

Dessa forma, fica mais fácil programar futuros investimentos para os períodos em que a sua empresa estiver mais confortável financeiramente.

Confira em nosso blog: 8 Dicas de gestão financeira que você deve usar hoje mesmo

Confira mais algumas dicas neste infográfico da NFe.io:

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Passo 4 – Análise do ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio, ou Break Even Point (BEP), se refere ao momento em que a sua empresa não apresenta prejuízo, mas também não apresenta lucro. Ou seja, a receita se iguala aos custos.

Ao fazer uma projeção financeira, o ponto de equilíbrio precisa ser levado em consideração porque, a partir dele, é possível saber qual deverá ser o faturamento mínimo da sua empresa para cobrir todos os gastos.

Vale a pena ler: 7 indicadores para avaliar a saúde financeira da empresa

Passo 5 – Monitoramento das projeções

À medida que sua empresa for se desenvolvendo, compare suas projeções com os resultados reais para verificar se você está no caminho certo ou se precisa fazer alterações. O monitoramento ajuda você a conhecer o ciclo de fluxo de caixa de sua empresa e a identificar determinadas falhas logo no inícios, que é quando elas geralmente são mais fáceis de resolver.

Esses foram os 5 passos básicos de como fazer projeção financeira. É claro que este é um processo complexo e talvez seja melhor contratar uma consultoria especializada para te ajudar.

Já pensou em como os resultados podem ser mais assertivos mãos de especialistas?

Saiba mais: 5 tipos de consultoria financeira e suas 4 etapas

A Setting é uma consultoria de gestão empresarial focada em geração de valor e resultados. Para isso, usa uma visão holística, centrada na excelência, na transparência, na valorização das pessoas e no atendimento das necessidades dos clientes.

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Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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