Estratégia

Precisando das ferramentas do planejamento estratégico? Selecionamos as 5 mais práticas!

By 3 de agosto de 2018 No Comments
ferramentas do planejamento estratégico

Todo ano, as empresas que têm maturidade organizacional fazem um planejamento estratégico para definir seus objetivos, diretrizes e metas para o período seguinte.

Mas como desenvolver esse processo de uma forma assertiva e que traga as respostas para tantas perguntas que costumam surgir?

Nesse sentido, foram criadas diversas ferramentas para planejamento estratégico. E para ajudar você a decidir quais usar, selecionamos algumas delas, neste post.

Lembre-se: a elaboração do planejamento estratégico é necessária para fornecer informações ao gestor e ajudá-lo na fixação de objetivos e a tomada de decisões.

Uma empresa que alinhe suas ações e rotinas  de trabalho em função de um bom planejamento estratégico não conseguirá atingir seus objetivos.

Se você já tem certo conhecimento sobre planejamento estratégico, mas ainda não sabe como elaborar um, vale a pena conferir quais são as ferramentas do planejamento estratégico que detalhamos a seguir.

Veja também: Conheça os tipos de planejamento estratégico que podem impulsionar o seu negócio

5 ferramentas do planejamento estratégico que não podem faltar em sua análise

Você sabe mesmo quais as ferramentas do planejamento estratégico? Então, confira as 5 que separamos para você!

Antes de começar: Você tem Missão, Visão e Valores definidos em seu negócio?

Este deve ser o primeiro passo de qualquer planejamento estratégico. Não se encaixa especificamente dentro da categoria das ferramentas para planejamento estratégico. É anterior a elas.

  • A missão da empresa define o motivo, o porquê de existir.
  • A visão é onde ela pretende chegar, uma visualização de seu futuro ideal.
  • Os valores são aqueles princípios que servem de guia para a organização e que ela não aceita transgredir.

Tendo sido estabelecido este primeiro ponto, pode-se passar para a aplicação das ferramentas do planejamento estratégico.

A primeira delas é muito conhecida. Você já usou a matriz SWOT?

1- Análise SWOT

É provavelmente a mais empregada entre as ferramentas para planejamento estratégico. Ela possibilita um conhecimento global do negócio e ajuda a definir os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças de uma empresa.

SWOT é uma sigla que designa 4 palavras em inglês:

  • Strengths (Forças): mostra os pontos fortes da organização, aquilo que ela faz de melhor.
  • Weakness (Fraquezas): o pontos fracos que precisam ser ajustados.
  • Opportunities (Oportunidades): são situações do cenário externo que se configuram como propícias para serem aproveitadas.
  • Threats (Ameaças): da mesma forma, a conjuntura pode ser negativa e a empresa precisa se preparar para superar esses desafios.

Note que forças e fraquezas pertencem ao ambiente interno da empresa e você pode controlá-las, como comprar novas máquinas ou treinar sua equipe.

Já as oportunidades e ameaças são externas e, assim, você não tem como agir diretamente sobre elas. Por isso, tendo em mãos essas informações, deve-se traçar a estratégia para usar suas forças e ajustar suas fraquezas para aproveitar as oportunidades e minimizar as ameaças.

Exemplos de forças e fraquezas, oportunidades e ameaças na análise SWOT:

Por ser uma das mais usadas ferramentas para planejamento estratégico empresarial, é importante conhecer alguns exemplos de forças e fraquezas, oportunidades e ameaças da matriz SWOT.

Confira:

Exemplos de forças de uma empresa:
  • Localização privilegiada
  • Equipe comercial experiente
  • Ótima estrutura de capital
  • Excelente equipe de TI
  • Maquinário moderno
  • Marca forte e consolidada no mercado
Exemplos de fraquezas de uma empresa:
  • Softwares antiquados
  • Líderes despreparados
  • Dificuldade de usas o marketing 4.0 (marketing digital, por exemplo)
  • Gestão pouco profissional
  • Dificuldade de conseguir crédito na praça
  • Clima organizacional tuim

Oportunidades e ameaças na matriz SWOT estão relacionadas a sigla PESTEL. Ela designa uma série de fatores externos ao negócio que devem ser analisados.

Entenda o significado das letras da sigla PESTE. São fotres:

  • Políticos
  • Econômicos
  • Sociais
  • Tecnológicos
  • Ecológicos e ambientais
  • Legais

Seguindo essa linha de raciocínio, vamos aos exemplos:

Exemplos de oportunidades na matriz SWOT:
  • Estabilidade política
  • Queda da taxa de juros
  • Crescimento de uma faixa etária da população que consume seus produtos
  • Desenvolvimento de uma nova tecnologia que usa uma matéria prima comercializada por sua empresa
  • Aumento da incidência de raios UV para uma empresa que produz protetores solares
  • Diminuição de impostos de um insumo usado por seu negócio
Exemplos de ameaças na matriz SWOT:
  • Estradas paralizadas por protestos políticos
  • Desvalorização da moeda, para um hotel localizado em nosso país
  • Um nova moda que valoriza produtos confeccionados com uma matéria prima que sua empresa produz
  • Surgimento de uma nova tecnologia que torna seus produtos atuais obsoletos
  • Aumento das chuvas bloqueando estradas que escoam sua produção
  • Nova lei restringindo a comercialização de alguns de seus produtos

Veja este quadro resumo com mais exemplos de fatores da matriz PESTEL, divulgado pela Treasy:

ferramentas do planejamento estratégico

Matriz PESTEL

Depois de descobrir forças e fraquezas, oportunidades e ameaças, você pode colocá-las na famosa matriz SWOT, em um quadro como este:

Ferramenta de planejamento estratégico

Ferramenta de planejamento estratégico SWOT

Mas, depois de juntar todas essas informações, qual o próximo passo?

Nesta hora, você deve cruzar forças e fraquezas com oportunidades e ameaças para criar planos de ação que visam:

  • Usar forças para combater ameaças ou potencializar oportunidades.
  • Fortalecer fraquezas para evitar que potencializem ameaças ou prejudiquem oportunidades

Veja mais dicas em nosso blog:

2-  Modelo de Negócio Canvas

Criada noa anos 2000, o modelo de negócios canvas é uma ferramenta de certa forma inovadora, muito usada por startups.

Seu idealizador foi PhD suíço Alexander Osterwalder, em parceria com o cientista da computação belga Yves Pigneur.

Juntos escreveram um livro onde sintetizam a maneira de usar essa poderosa ferramenta utilizada no planejamento estratégico por meio de diversos quadros esquemáticos.

Trata-se de um ótimo instrumento para a elaboração de modelos de negócios, que pode ser bastante útil para analisar e organizar uma empresa. Isso acontece, principalmente, porque ele é muito intuitivo e prático de de ser usado.

Ao montar o Business Model Canvas, você deve usar o quadro )mais abaixo) e preencher com as seguintes informações:

  • Proposta de valor: definir o produto ou serviço e o motivo pelo qual os clientes se interessam por eles.
  • Segmento de clientes: definir o perfil específico dos clientes que se pretende atender.
  • Canais: definir de que forma os produtos serão divulgados, como chegarão aos clientes etc.
  • Relacionamento com clientes: definir como conquistar e manter uma boa relação com os clientes.
  • Preços: definir como e quanto se pagará pelos produtos.
  • Recursos principais: recursos necessários para fazer o negócio funcionar.
  • Atividades principais: ações necessárias para a realização da proposta de valor.
  • Parcerias principais: identificar fornecedores e parceiros para apoiar a organização.
  • Estrutura de custos: levantar o que vai ser gasto para realizar a proposta de valor.

Note que algumas áreas do modelo de negócios canvas correspondem a certas perguntas.

Ao respondê-las, fica mais fácil completar as células do quadro.

Vamos detalhar cada uma dessas perguntas do modelo de negócios canvas:

Como (será estruturado o negócio)?

Ao responder a essa pergunta, você deve deixar claro que parcerias pretende desenvolver e que recursos precisa disponibilizar para conseguir realizar adequadamente suas atividades principais.

O quê (vamos resolver para nossos clientes)?

Esta é uma das mais importantes perguntas do modelo de negócios canvas. É fundamentam definir com clareza a proposta de valor de seu negócio. Isto é: o que exatamente seu produto ou serviço faz de tão especial que as pessoas ou empresas podem se interessar por eles?

Essa questão é tão fundamental que até foi criado um canvas auxiliar, uma canvas específico para a proposta de valor, mais uma ferramenta utilizada no planejamento estratégico.

Veja este modelo divulgado pelo blog da Abracem:

Sistema de planejamento estratégicoPara quem (este produto ou serviço interessa, afinal)?

Agora é preciso definir quem exatamente é o público-alvo, como se desenvolverá o relacionamento com ele e também quais os canais de comunicação, distribuição e vendas para que esse público tenha acesso à solução oferecida por sua empresa.

Quanto (vai custar e quanto vou ganhar)?

Por fim, não há como fazer planejamento estratégico sem chegar na parte financeira.

Quanto vai custar para desenvolver sua solução e entregá-la aos clientes? E mais, qual sua previsão de receitas?

Sem isso, é impossível dizer se o projeto é viável ou quanto tempo vai demorar para se pagar.

O modelo canvas e uma das ferramentas utilizadas no planejamento estratégico de startups. Mas por quê? Porque é rápido e prático de ser realizado e traz resultados excelentes.

Principalmente se você contar com uma equipe engajada de fundadores e colaboradores.

Quer mais dicas de como usar esse sistema de planejamento estratégico? Então, acompanhe este vídeo:

3- Planejamento Orçamentário

O planejamento orçamentário é uma das principais ferramentas do planejamento estratégico. Conhecer os números é essencial para saber se sua empresa está ou não no caminho certo.

O planejamento orçamentário deve apresentar as receitas, os custos, as despesas e os investimos que seu negócio vai precisar para que o planejamento estratégico se realize

O principais pontos que devem ser contemplados no orçamento de uma empresa são:

  • Planejamento de vendas;
  • Projeção de deduções de vendas;
  • Orçamento de custos de produção;
  • Orçamento de gastos com pessoal;
  • Orçamento de despesas operacionais;
  • Orçamento de investimentos.

4- Mapa de Planejamento Estratégico

O mapa de planejamento estratégico tem como objetivo dar um panorama claro sobre o funcionamento da empresa aos colaboradores e onde cada um é útil para o todo. Ou seja, mostra como cada função está alinhada ao objetivo.

O ideal é que o mapa estratégico forneça clara e rapidamente todas as informações, retirando a necessidade de memorandos maçantes.

O mapa estratégico faz parte de uma das mais consagradas metodologias de planejamento empresarial, saiba mais sobre ela neste post: Planejamento estratégico com Balanced Scorecard: entenda como definir objetivos e métricas

5- Softwares de gestão empresarial

Por fim, o recurso que maximiza todas as outras ferramentas do planejamento estratégico é o uso de um software.

Para atingir os melhores resultados e, assim, chegar aos objetivos da empresa, é necessário contar com um sistema de informação eficiente.

Os softwares são grandes aliados no planejamento estratégico de uma empresa. Utilizar o programa correto em cada uma das etapas pode ser um grande diferencial para o sucesso.

A Setting é uma consultoria especializada em fazer seu negócio gerar rasultados, sempre se baseando em dados e fatos.

Para isso conta com ferramentas de ponta, como o Pipefy. Saiba mais sobre como a Setting trabalha o planejamento e os processo de seu negócio neste post: O que é gestão por processos, um diferencial competitivo sustentável que toda empresa deve construir

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Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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