Estratégia

Quer saber como fazer uma análise SWOT da sua empresa? Confira o passo a passo

By 27 de abril de 2018 No Comments
Como fazer uma análise SWOT da sua empresa

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Para saber quais estratégias adotar para melhorar cada vez mais os resultados de sua empresa, é imprescindível, antes de qualquer tomada de decisão, realizar uma boa análise.

Mas muitos gestores ficam em dúvida sobre quais metodologias e ferramentas estratégicas são mais adequadas para fornecer uma visão certeira de seus negócios.

Entretanto, há técnicas no mundo corporativo que são reconhecidas por sua execução eficaz em diversos tipos de negócios.

Uma das mais famosas é a chamada análise SWOT.

Todo empresário já deve ter, pelo menos, ouvido falar dessa sigla.

Mas não são todos que realmente sabem como fazer uma análise SWOT da sua empresa, na prática.

Por isso, podem estar deixando de aproveitar uma importantíssima ferramenta, capaz de auxiliar no planejamento estratégico de sua organização e influenciar positivamente em seus resultados.

Quer aprender como fazer uma análise SWOT da sua empresa?

O que é análise SWOT?

A análise SWOT é basicamente uma ferramenta empresarial através da qual os gestores realizam análises mais eficientes de seus negócios de forma prática e esquematizada.

A metodologia leva em consideração tanto fatores externos, quanto internos da organização.

Recebe esse nome devido à junção das primeiras letras dos quatro fatores utilizados na análise.

SWOT vem das palavras em inglês:

  • Strengths: Forças
  • Weaknesses: Fraquezas
  • Opportunities: Oportunidades
  • Threats: Ameaças

Assim, de acordo com o estudo de dados e informações da empresa, são classificados na análise quais são as forças e as fraquezas; oportunidades e ameaças associadas à organização.

Os conceitos utilizados

Antes de entender como fazer uma análise SWOT da sua empresa, é preciso compreender os conceitos que serão utilizados no processo.

São eles:

Fatores Internos

Os chamados fatores internos são aqueles que se referem aos processos internos da empresa.

Por isso, a organização possui controle sobre eles e pode agir para modificá-los, se necessário.

Os fatores internos abrangem dois outros conceitos fundamentais para a SWOT: as Forças e as Fraquezas, que veremos em detalhes mais adiante.

Exemplos de fatores internos: maquinários, instalações, funcionários, cultura da organização, portfólio, tecnologias empregadas, localização etc.

Fatores Externos

Em contraposição aos internos, os fatores externos se referem ao cenário em que a empresa se encontra, tudo aquilo que está fora de suas parede.

Os gestores e colaboradores não têm como interferir sobre eles.

É importante compreender que mesmo externos à empresa, esses fatores têm grande influência sobre os negócios e precisam ser igualmente avaliados.

Além disso, não controlá-los não quer dizer que não se poderá utilizar de meios internos para conseguir amenizar prejuízos e maximizar benefícios provenientes desses elementos.

Eles abarcam dois outros conceitos essenciais para a análise SWOT: as Oportunidades e Ameaças.

Exemplos de fatores externos: mudanças climáticas, leis, políticas governamentais, taxa de câmbio, desastres naturais, taxa de juros, crise econômicas, conflitos armados etc.

DICA: Os fatores externo poem ser resumidos pela sigla PESTEL:

  • Políticos
  • Econômicos
  • Sociais
  • Tecnológicos
  • Ecológicos
  • Legais

Forças

As forças representam os elementos que fazem parte dos fatores internos da empresa e que são, necessariamente, considerados como diferenciais positivos.

São elementos que caracterizam certa vantagem competitiva quando comparados com concorrentes, muitas vezes são os diferenciais competitivos da sua empresa.

Exemplos: uma máquina moderna e produtiva, um gestor com experiência na área, um ótimo processo de seleção de talentos, uma localização diferenciada etc.

Fraquezas

As fraquezas também fazem parte dos fatores internos da empresa, mas em oposição às forças são aqueles elementos de viés negativo.

Assim, são as características internas que representam uma desvantagem em relação a suas concorrentes, os pontos fracos e sensíveis da organização e que precisam ser melhorados.
Exemplos: gastos elevados com a logística, distância da fábricas do mercado consumidor, equipamentos ultrapassados, deficiência criativa no processo publicitário, elevado índice de demissões, etc.

Oportunidades

As oportunidades abrangem todos aqueles itens externos que criam um cenário favorável à empresa.

A organização não possui controle sobre elas, mas pode (e deve!) saber aproveitá-las bem.

Exemplos: queda de impostos, safra recorde de uma determinada matéria-prima, política de incentivos, eventos sazonais que aumentam a demanda por produtos (Copa do Mundo) etc.

6- Ameaças

Da mesma forma que as oportunidades, as ameaças também são elementos externos à empresa, mas que a influenciam de forma negativa e prejudicial.

A organização também não consegue controlar sua ocorrência mas cabe a ela minimizar internamente seu impacto.

Exemplos: crise econômica, alta do dólar para empresas importadoras, desastres naturais, aumento de combustíveis, o surgimento de uma nova tecnologia que a empresa não domina e é patenteada etc.

Como fazer uma análise SWOT da sua empresa

Agora que já conheceu os conceitos essenciais para saber como fazer uma análise SWOT da sua empresa, chegou a hora de conhecer o passo a passo desse processo.

Para isso, você pode utilizar recursos de fácil acesso, como computadores ou ainda mais simples, como uma lousa ou mesmo papel e caneta.

Como fazer uma análise SWOT passo a passo:

  1. Crie uma tabela: Ela deve ter duas colunas e duas linhas. A linha superior será preenchida com os elementos do ambiente interno, (forças e fraquezas). A linha de baixo com as características do ambiente externo (oportunidades e ameaças).
  2. Reflita sobre as Forças: pense em todos os diferenciais positivos que considera relevantes à sua empresa e os elenque em tópicos no primeiro dos quadrados feitos na matriz.
  3. Determine suas Fraquezas: analise, agora, os pontos que representam características negativas à organização. Liste-os no segundo quadrante.
  4. Reconheça Oportunidades: reflita profundamente sobre as oportunidades que são capazes de gerar uma situação favorável aos seus negócios. Escreva-as no quadrado seguinte.
  5. Liste as Ameaças: por fim, elenque os elementos negativos externos que são capazes de trazer prejuízos ou desestabilizar a empresa. Coloque-os no último quadrante.
  6. Relacione os elementos que usou para preencher a matriz e reflita sobre cada um deles da seguinte forma:
    1. Quais Forças de sua empresa podem minimizar os prejuízos das Ameaças?
    2. Há Forças capazes de potencializar as Oportunidades?
    3. As Fraquezas poderão desestabilizar efeitos positivos de Oportunidades? Quais?
    4. As Fraquezas são capazes de intensificar Ameaças? Quais?
    5. Quais os fatores que estão produzindo tais Fraquezas? E as Forças?
  7. Comece a agir: ao chegar a conclusões após essa análise, é preciso colocar em prática as respostas encontradas por meio de um plano de ações.

Veja também: Qual a importância do planejamento estratégico para sua empresa?

Algumas dicas

  • Saber como fazer uma análise SWOT da sua empresa é uma competência que todo gestor deve dominar
  • Os fatores externos são mais complicados de se enxergar pelos gestores. Procure manter-se constantemente atualizado e bem informado sobre as mais variadas áreas do conhecimento.
  • Compartilhe os resultados de sua análise com outros colaboradores e incentive a participação de alguns deles em sua confecção.
  • Reúna gestores e através de técnicas como brainstorming construa uma matriz em conjunto. Pessoas diferentes enxergam por diversos ângulos e têm diferentes experiências, enriquecendo a análise.

A Setting é uma consultoria especializada em gestão para resultados que, entre outras atividades, ajuda sua empresa a formular e implementar estratégias e analisar seu desempenho, em busca da excelência.

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Jorge Secaf Neto

Author Jorge Secaf Neto

Sócio fundador da Setting Consultoria e Gestão Empresarial e Conselheiro Certificado IBGC, atua como Conselheiro, Consultor Sênior ou assume responsabilidade executiva (interim manager) em organizações que buscam transformação. Graduado em engenharia civil (Mackenzie), pós-graduado em engenharia de produção (Politécnica), possui formação executiva por meio de cursos de longa duração em instituições de renome no Brasil e no exterior (Fundação Dom Cabral; Kellogg; INSEAD; Harvard). Atuou como examinador do Prêmio Nacional da Qualidade por 10 ciclos e tem seus principais interesses acadêmicos e profissionais vinculados à educação executiva e à busca pela excelência em governança e gestão organizacional.

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